segunda-feira, 2 de março de 2009

eudenovo.

não pude deixar de compartilhar com meu colegas algo extremamente interessante dito por um mestre em 1938. o mestre no caso é jean renoir (filho do pintor impressionista), autor de obras eternas como a besta humana, a marselhesa, a grande ilusão e a regra do jogo [este eu tenho, quem quiser é só falar].
é um parágrafo de uma carta que renoir enviou a um editor enaltecendo a importância de se fazer roteiros originais, pois alguns filmes, segundo ele, num determinado momento, não passavam de representações de peças teatrais:

amo demais o meu ofício para aceitar que esse papel seja reduzido a esse tipo de vulgarização. Admito as adaptações sob a condição que se possa acrescentar alguma coisa, que os autores de filmes tenham a oportunidade de criar sua própria forma de comunicação com o público.
imagino que a verdadeira situação de todo espetáculo dramático é comparável à que reúne, por intermédio do telefone, dois amigos. O autor se encontra de um lado, o espectador do outro, mas em hipótese alguma o autor deve se comportar como mera telefonista.

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